sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

O povo é poderoso!




No dia de ontem, o governador do Distrito Federal José Roberto Arruda, foi preso na Superinendência da Polícia Federal, em Brasília. Mas isso só foi possível com a mobilização da sociedade organizada e dos estudantes.


Esse caso serve para mostrar para aqueles que dizem que o Brasil não tem jeito, que o povo, quando quer, faz valer o seu poder que está na Constituição. Exercer o poder não é somente por o seu voto nas urnas, de 2 em 2 anos, mas reclamar, ir às ruas, aos parlamentos quando as coisas não vão bem. O povo tem o poder de transformar a realidade em que vive. Isso não é pouca coisa não!


Embora a ideologia individualista(resolvo o meu problema e o resto que se vire) impere nos grandes meios de comuinicação, através de programas aparantemente inocentes, embora tentem colocar na mente do povo que tudo está perdido, o povo continua soberano! Que mais mobilizações possam ser feitas para que possamos construir um grande país!


quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Se nome resolvesse...







O governador de São Paulo, José Serra, encaminhou para a Assembléia Legislativa um projeto de lei propondo que a Polícia Militar, volte a se chamar Força Pública. Segundo o governador, a mudança de nome seria para aproximar a polícia do cidadão.

Se uma simples mudança de nome tivesse efeito, eu iria agora num cartório e mudaria meu nome para Sílvio Santos, assim eu sairia da pindaíba em que eu estou hoje...

De que adianta mudar o nome e as práticas continuarem as mesmas? Trabalhadores que são constantemente confundidos com bandidos, sofrerem agressões? Ou uma simples troca de nome vai mudar a violência cometida, não raramente, contra manifestantes, a mando do governador?

Será que com a volta do antigo nome, vão se acabar os excessos cometidos nas abordagens? Vai terminar a festa dos subornos que muitos policiais exigem para que os grandes bandidos continuem soltos, recrutando jovens para o tráfico de drogas, arrebentando com suas vidas? Acabará o preconceito com os moradores de periferia, na sua grande maioria trabalhadora, que sofre com a diferença tanto no atendimento de ocorrências (para nós é mais demorado!) quanto no trato (quase sempre de maneira estúpida e preconceituosa! Com os moradores da praia eles têm mais classe...)

Antes de qualquer mudança de nome, tinha que se mudar o modo de agir. Tirar da cabeça que morar em periferia não torna a pessoa automaticamente uma criminosa ou indigna de respeito por parte de quem quer que seja, desde que ela seja honesta. Somente mudar um nome, uma farda ou qualquer detalhe que seja, não vai resolver se continuar a truculência com o cidadão de bem.

Chega! Depois tem mais.

Fora da Realidade!


Os usuários do transporte público de Santos, operados pela Viação Piracicabana, certamente notaram a grande propaganda que invadiu os ônibus, exaltando as "vantagens" e "humanização" dos serviços da empresa, além da "satisfação" dos passageiros. Porém, olhando mais atentamente, vemos uma propaganda no mínimo curiosa: A esmagadora maioria das pessoas que aparecem nos cartazes são brancas!

Quem usa os ônibus ( que estão mais para 'pau de arara', não justificando em nada preço absurdo que é cobrado.) em Santos pela manhã, pode perceber bem que a realidade é bem diferente. A grande maioria é formada por negros e pardos e pelo grande contingente de nordestinos, que estão aqui em busca de dias melhores. O "gênio" que assina essa propaganda deveria andar um dia de ônibus para, primeiro, conhecer o perfil de seus usuários e fazer uma campanha publicitária mais dentro da realidade e, segundo, para ver que o transporte não está essa maravilha toda.

Seria leviano e idiota afirmar que se trata de racismo, ou que os brancos não se utilizam do transporte público. Mas no mínimo é desrespeitosa com a maioria que enche os bolsos do dono da empresa. O que seria dele sem os negros e pardos que diáriamente usam os ônibus? No mínimo, além de um serviço decente e preço justo, deveriam ilustrar seus cartazes com a real proporção dos usuários! "Parabéns" ao autor dessa campanha!

Chega! Depois tem mais.